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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O ilusionista
Porque será?
Melhor que o Al Pacino


Enquanto a direita anda muito empenhada em fingir que está muita unida e que preza muito a estabilidade, bla…bla, a esquerda anda muito entretida a guerrear-se.
Uns acham que são a esquerda bacteriologicamente pura e que os outros, ou são menos esquerda ou são até de direita.
Discute-se se o voto é útil ou inútil, parecendo que a manutenção dos nichos de mercado e das clientelas partidárias é mais importante que os verdadeiros interesses dos portugueses.
Continuem assim e depois lamentem-se que vamos ter que gramar com esta corja mais quatro anos.
Claro que o mais fácil será chamar estúpidos aos eleitores que se deixaram levar pelas balelas da direita.
Tenham juízo.  

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Afinal, o homem é mesmo um génio
 UMA PAULOPORTICE HISTÓRICA

1. Apresentei hoje de manhã a minha demissão do Governo ao primeiro-ministro.

2. Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer.

3. São conhecidas as diferenças políticas que tive com o ministro das Finanças. A sua decisão pessoal de sair permitia abrir um ciclo político e económico diferente. A escolha feita pelo primeiro-ministro teria, por isso, de ser especialmente cuidadosa e consensual.

4. O primeiro-ministro entendeu seguir o caminho da mera continuidade no Ministério das Finanças. Respeito mas discordo.

5. Expressei, atempadamente, este ponto de vista ao primeiro-ministro, que, ainda assim, confirmou a sua escolha. Em consequência, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério das Finanças, ficar no Governo seria um acto de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível.

6. Ao longo destes dois anos protegi até ao limite das minhas forças o valor da estabilidade. Porém, a forma como, reiteradamente, as decisões são tomadas no Governo torna, efectivamente, dispensável o meu contributo.

7. Agradeço a todos os meus colaboradores no Ministério dos Negócios Estrangeiros a sua ajuda inestimável que não esquecerei. Agradeço aos meus colegas de Governo, sem distinção partidária, toda a amizade e cooperação.

 
E era preciso perguntar?

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A Bonnie e o Clyde ainda não tinham percebido que os bancos, em Portugal, assaltam-se por dentro.
Apita o combóio
Depois de se ter oferecido para encabeçar uma eventual subscrição, destinada a apoiar os lesados do BES, o primeiro-ministro veio posteriormente dizer que o tinha feito apenas como cidadão.
Sempre atento, o vice-primeiro ministro logo veio acrescentar que, se vier a ser necessário, apoia a subscrição pública.
Não satisfeitos, os dois governantes decidiram participar numa manifestação dos lesados do BES contra o governo… no papel de cidadãos, como é óbvio.