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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Seguindo os ensinamentos do seu apoiante do coração
Segundo o Fernando Santos, "há males que vêm por bem"


Grandes mentirosos da história



O HOMEM DAS CASTANHAS

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.
É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.
A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.


sábado, 13 de setembro de 2014

Uma visita à pitoresca Alfama



Sherlock Holmes, Hercules Poirot, Comissário Maigret, detetives Patilhas e Ventoinha ?
Um bando de amadores, quando comparados com o sagacíssimo Inspetor Tangerina.

"Chefe de gabinete da ministra da Justiça resolveu demitir-se ao prever o falhanço do Citius"

Demitir ou internar ?

 


O careca teve juízo. Cheirou-lhe a esturro e pirou-se enquanto era tempo.
Não há problema, o contribuinte paga com está a pagar o BPN.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O segundo debate



Como já me vai faltando a pachorra para assistir a estes debates eleitorais (?), limitei-me a visionar partes de uma gravação da “peixeirada” entre o Tozé e o Costa (foi o máximo que aguentei).
Por momentos senti-me transportado no tempo àquelas zaragatas entre a peixeira lisboeta e a sua cliente, por causa do preço do carapau:
- Ó sua gosma, sua pelintra, sua chupista, não queria mais nada. Se calhar queria o carapau de borla. Vá pedir dinheiro lá ao vizinho que é seu amante…bla…bla…bla (versão soft).
Infelizmente para o Tozé, a eleição (que ele inventou) é suposta ser para candidato a primeiro-ministro e não para vendedora de peixe, embora um primeiro-ministro também tenha que “vender o seu peixe”, mas em sentido figurado.
O que me intriga é o contraste chocante do Tozé a “piar fininho” nos debates na Assembleia da República contra o seu amigo Coelho e a peixeirada de baixo nível que usou contra um companheiro de partido.
Pela reação dos comentadores da direita, não custa perceber a quem é que a dita peixeirada agradou.